Sentimento de liberdade – ao qual nos privamos

O sentimento de rasgar-me a começar pela garganta para sentir o que eu já havia esquecido sem olhar para trás, e me revisar, tomara conta de mim, por uma ou duas vezes, e por uma infinidade que virá. Eis o erro da definição. Nunca deve ser a mesma coisa, se for, é uma revisão, um plágio, um deja-vú. É triste colocar fim a um sentimento e privar-me dele, para ser diferente numa próxima vez. As palavras já são escassas por aqui e, recentemente, tenho me utilizado de diferentes imagens e ideias clichés. Ah! O amor nos deixa bobos, nos enlouquece e depois nos abandona. Maldito. E em consequência, a ojeriza da revisão, a repugnância de nossos reflexos do passado, do que nós fomos, de como agimos, do que falamos – tudo se ridiculariza e se esconde. Quem sabe algum dia seja resgatado? Talvez o amor genuíno seja um pouco disso. Um pouco de negar-se.
Mas que seja bem pouco.

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