Das sentenças exatas

Criamos nossas filosofias para defender o bom e o belo
Pelo motivador discurso da demagogia.
Como não vemos os nossos próprios radicalismos?
As lentes que enxergamos o mundo nos fazem donos da razão.
Como é possível entender o outro
Sem conhecer o emaranhado de teias e veias
De sentimentos e emoções em conflito nas arenas
Que existem apenas por de trás dos olhos
E não dos olhares?
Queria enxergar além da casca das coisas
Quando, porém, o que vejo são apenas interpretações.
Poesia e fingimento nunca fizeram tanto sentido,
De tanto que se faz, acaba sendo
De nobres, nos tornamos escravos
E da escravidão, humanidade.
Somos humanos numa realidade paralela e inexata ao nosso ser,
Pois, as equações são como óculos sem lentes,
E por tão puras e sem sentido,
A realidade tem que ser aumentada e
Estar em nossas mãos, pela artificialidade.
Ser humano cria a si mesmo para ser livre e interpretado.
O que somos, senão, ensaios de nossas apuradas sentenças?

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