Remédio

Quando uma estrela deixa de brilhar no céu, encontram-se os encantos da morte.
Simbolizando outras tantas coisas.
Acreditávamos que iríamos morrer e nos ariscávamos mais.
Morremos, nos matamos, de beijos, de lágrimas, de amores e perdas.
Estávamos mais vivos do que mortos.
Percebemos então que teríamos um recomeço, envelhecemos
Pra repensar, não será agora que morreremos?
São as inevitáveis luzes e seus reflexos.
Embora seja tudo o mesmo, as luzes sempre refletem cores diferentes.
É imperceptível ao olhar, mas essa noite o céu era lilás.
Conheci a morte
Embora nunca tivéssemos um encontro marcado.
E quantas correspondências nos havia em comum
Ora em convergência, conflito, desencontrando-se mais que encontrando-se.
A vida é cheia de surpresas, boas surpresas!
Mas as surpresas em nosso cotidiano parecem nunca se repetir.
Pode ser a flor inesperadamente recebida, a infecção indesejada descoberta, detalhes que parecem rotinas inesperadas, surpresas!
Inesperamo-as e isso é belo.
Gosto de surpresas, boas ou ruins, elas nunca são a mesma coisa.
Como também gosto da rotina, de imaginar seu sorriso, toque e o beijo.
Espero pelo dia em que estaremos juntos de novo
E pela hora em que devemos deixar as coisas partirem.
E nunca mais remediar-me com a partida.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.