O Sátiro

A primavera se aproxima,
É o florescer – o falo ereto.
A plástica incoerente do apaixonar-se…
Não é o sexo.
Ele ama e queria poder versar do amor,
Porém é preciso permitir-se a amar
E se entregar.
A pura sensação de uma criatividade catártica
Que faz chorar como ao terminar de assistir à uma ópera
– Ansiedade dos tempos de um sátiro pós-moderno.
É tempo de germinar,
Gozar do que te faz verdadeiramente sorrir.

Com nada mais que sua flauta e sua musa,
Declama versos e faz seu mais lindo poema.
Cada nota recitada justificava suas contradições:
Escrevia ao vento versos explicativos
– por quê!? Era seu festejo!
Se não faz sentir, não faz sentido,
Na primavera festejamos!
Envolvendo-se com as ninfas e outros sátiros e animais,
Hipnotizados por cada palavra,
Da terra eles florescem!
A narrativa se faz completa.
Para Dionísio não é preciso revisar uma poesia.

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