Ora, gatos, sempre juntos!

Quando voltei de Brasília,
Era somente um filhote de gato, pardo,
E me chamaram de Chico.
Mudei de casa umas três vezes,
E ainda me mudo de casa.
Voltei à casa de meus pais, era meu abrigo
– o quintal era grande, os muros e telhados dos vizinhos
Eram meu parque de diversão.
Não demorou muito
E eu fiz meu primeiro amigo:
Um gato preto, que recebeu o gracioso nome,
Fininho, pelas crianças da vizinha.
Eramos os melhores parceiros,
Juntos, vivemos grandes aventuras.
E eu fiquei preso à ele.
Colocávamos todas as certezas um no outro,
Por aquilo que supostamente carecíamos
E que nos completavam.
Éramos gatos, e não sabíamos o que sentíamos.
O destino me reservara uma nova despedida
Com o saudoso cheiro da laranjeira que escalávamos
E nos perdíamos.
Meu ímpeto foi o de partir depois de tantas memórias.
E isso foi um encontro para ambos.
A fugaz passagem de um amor intenso e ardente,
Entorpecido e entregue ao encontrarmo-nos sós,
Porém, como gatos, sempre juntos!
Livres das amarras, transeuntes a caminho dos sonhos!

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