Estão esgotando meu tempo e interrompendo minha poesia

A barbárie anunciada propõe uma nova caricatura,

Uma crítica ao esquecimento, temas de tantas outras poesias.

Não foi um ensaio isolado. Foi geral e fomos esquecidos.

Agora, as vozes daqueles que admirávamos, adquirem tons de concreto

Esgotado pelo tempo, se tornando pó.

E meus amigos, sem expressão de pensamento autônomo,

Reproduzem a barbárie em tons de verde e amarelo.

Não é uma tragédia, pois esta já era anunciada

– é a própria caricatura dos esquecidos.

Injustificada por violência – que interrompe minha poesia e a deixa cinza.

Tudo o que era concreto será dissolvido em cinzas:

O genocídio das musas, o semblante da morte e a ideia de luta.

Fileiras de mortos plúmbeos.

O tempo apodrece tudo – minha alma, o cerne da minha disciplina.

Estão esgotando meu tempo e interrompendo minha poesia.

Se o motor deste cenário é a violência, o presidente deve queimar,

Como o oxigênio nos queima nas praças.

Pelo vermelho fogo, limparemos a sujeira,

Um drink no inferno, e o abraço no capeta.

Poesia post mortem.

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