O que vem depois

Lembro-me dos primeiros escritos,
Que coincidem com as primeiras partidas.
Lembro-me também dos novos escritos – os novos começos.
E as memórias – uma tentativa de agradar as musas.

Eu penso que amo
E o amor é um sentimento de dor:
Se eu fosse criado por lobos, não escreveria poemas,
Pois talvez não o encontraria de maneira racional.

O que eu sinto dói.
Não pelas velhas partidas, nem pelos recentes encontros
– é pelo que vem depois.
Um conflito entre espaço e tempo: o que sinto e onde estou.

Por um momento, eu pude ver a face da Fortuna
Ao ajoelhar-se diante a mim – a realidade é anestesia.
Mas não sou capaz de compreender a virtú para conquistá-la.

Entrega para mim  um tufo de cabelos pretos
– Estava nela e não está mais, mas ainda existe.
Será sua sorte ou um destino ruim?

Tudo que vem depois habita dois planos:
Só um pouco
E nada.

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