Das poucas palavras, restou o pó

Não por coincidência,
O que se comunica é novo.
Os parágrafos, alongados,
Para alguns mais valiosos que os versos,
Não mais sustentam nossas vocações:
Dizem muito em busca de controlar o temor
Dos deuses que não conhecemos – os novos mecenas.
Mas são as poucas palavras que condenam:
Traduzem o êxtase de uma juventude voraz
Que não encontra o encanto das musas,
Mas entende o que é efêmero
– o seu próprio tempo.
Há um vazio poético em nossa voz,
E o eu-lírico, crítico ou abstrato,
Talvez tenha se silenciado por grandes parágrafos.
Deixando os pontos e o pó…
Pintando cartazes ou apertando os botões
Onde somam-se os números – nada mudou.

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