A propósito de todas as coisas

Propositalmente,
Eu escolho tudo aquilo que quero mostrar.
Se você ver tudo de longe,
perderá os detalhes, as marcas, a história.
E quem olha parte por parte
Não consegue ver o todo.
Mas se você olhar quem eu sou,
Com quem ando ou
Sobre o que escrevo
E como escrevo.
Você terá pistas sobre mim.
Não fazemos isso porque,
Para além do que nós somos,
Existe a forma que agimos para ser.
É o esperançoso cativar do Pequeno Príncipe,
Ou o agir politicamente correto de um jogo de aparências,
onde os fins justificam os meios.
Mas é difícil saber,
A propósito de todas todas as coisas,
Os seus reais propósitos.
Inocentemente fechamos os olhos, levemente nos levantamos e suavemente dançamos.
Nos abrimos na queda e voltamos aos suaves movimentos,
Contínuos e que se repetem…
Até que tudo caminhe sobre um delicado fio.
Assim, sê leve e breve e escreve:
Toda leveza é insustentável.

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