Liberdade? Liberty? Liberté?  

Hoje me dei conta de algo assustador e que nem ao menos nos damos conta de que ocorre.

Escrevi sem saber sobre o robotizar-se, a robotização do cotidiano e da esfera privada e até íntima da vida, mas parece que não há saída para isso. Lendo algumas reportagens sobre liberdade na internet, segurança virtual (que ainda é rudimentar para muitos casos), percebi a gravidade do fato de que podemos ser controlados por qualquer pessoa em qualquer lugar do planeta, por nossos celulares, tablets, e até mesmo – pasmem – pelo nosso GPS. Mas até então, nenhuma grande novidade. Pois bem, eis que descobri que podemos, por consequência do uso desses aparelhos, pelo nosso perfil nas redes sociais, ter traçados nossas preferências como usuários, um grande histórico sobre nós mesmos e que nós nem ao menos temos ideia do que se trata e a que ou a quem o uso desse conteúdo é destinado. Será que nossa vida pode ser roubada? Não duvido. Somos robôs, que podem ser copiados, duplicados, triplicados, enfim! Muito cuidado! Ah! Outra coisa, o uso de GPS nos carros, pode deixar nossos veículos vulneráveis e fora de nosso controle, além de  também captarem as preferências dos motoristas. Isso ocorre, pois utilizam conexão via satélite para nos guiar. Imaginem só a catástrofe se um grupo de pessoas resolve criar um congestionamento ou guiar os carros para uma área de risco? É uma situação muito complicada, complexa e tensa, mas que agora pretendo saber mais sobre. Apesar de defender a ideia de não nos robotizarmos, estar alheio a esse processo nos torna reféns em uma armadilha que poderia ser evitada por nós mesmos e que precisa, desde já, de o mínimo de conscientização para que possamos nos proteger ou buscar soluções e melhorias, ou então, ter o mínimo de domínio sobre esses nossos históricos e perfis, para ao menos saber e controlar pra quê e para quem essas informações estão sendo utilizadas. E no Brasil, a discussão parece ainda não existir, pois temos uma mídia também interessada por essas informações. Por outro lado, essa quebra de privacidade e de liberdade, pode trazer segurança em casos extremos, cujas palavras não citarei aqui, mas até que ponto poderia ser aceitável? Defendemos uma democracia, mas eis um agravante, uma veia que está prestes a estourar, o tempo ruge, a tecnologia e o conhecimento da população sobre tais meios avança, e então, o que faremos? Até onde vai a nossa liberdade e a nossa sobrevivência? Será que deveríamos mentir sobre nós mesmos? Só sei que, em breve, teremos novas reflexões, mais textos e poesias!

Não sei nem por onde começar, acho que o desejo de quem escreve é ter bons leitores, de modo que recebam suas mensagens e que estas possam transformar vidas de maneira positiva, quem sabe possamos salvar um ao outro? Pois, creio que em tempos como este, o individualismo deve ser carta fora do baralho, somente com colaboração conseguiremos nos ajudar, e consciência sobre o que nos cerca, sobre todas as re-significações que a vida toma. Mas, cuidado, nesse vasto mundo virtual até mesmo a leitura deve ser cuidadosa – o lixo só aumenta.

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E se…

Odiava quando tentavam dialogar comigo fora da realidade, argumentando no “e se… fosse de outro jeito” – Tinha comigo que o que está feito, esta feito. E outras coisas são altamente previsíveis, não permitem “e se…” “vai que..”. Nesse ponto, já fui bem exato. Entretanto, não costumo me prender aos meus pré-conceitos, a um perfil, gosto de experimentar novas revisões de mim, as vezes melhores, outras piores, o aprendizado é enorme, todos deveriam experimentar essa sensação, de certo modo, libertadora. Digo revisão, pois me esforço para o melhor sempre permanecer, é, tento ser uma pessoa melhor. E, em uma dessas tentativas, mergulhei nos meus sonhos, creio que tudo começou em 2010, estava me achando, em uma nova vida, enfim, um primeiro impulso de liberdade, amadurecimento e muitas e muitas novas experiências, que não vem ao caso. E nesse turbilhão de coisas, passei a tentar ver as coisas com o “e se…”, e percebi que se pensássemos assim, encontraríamos diversas alternativas para tudo. E se um lápis fosse outra coisa? Um prendedor de cabelo, um espetador de amiguinhos, uma arma letal, um sino. É, nem sempre um charuto era só um charuto, e milhões de possibilidades se abriam na minha frente, para as mais diversas coisas. Cada momento, o mundo, as pessoas, tudo é tão infinito, que nem percebemos a finitude dessas coisas! E isso é lindo e continua a ser! Acredito que é isso que faz brilhar nos olhos de nós jovens! E que nos fazem sentir aquela revolta por dentro… De fato, se as pessoas conseguissem olhar além das realidades ou possibilidades concretas! Mas se ao menos elas tivessem oportunidades de poder fazer isso e fazer acontecer. Só que nem sempre a vida é assim. A gente vai se moldando e o brilho jovem vai se perdendo. Não sei se é o sistema, porque até mesmo ele parece tão simples de ser modificado se quisermos. Acredito que somos nós. E os “e se…” só servem hoje para fazer previsões de cenários econômicos. Nem políticos eu digo mais. Acho que estou na crise dos 23 anos, tenho que objetivar algumas metas para sobreviver nesse mundo, algumas grandes responsabilidades que as vezes eu preferia ser abduzido por uma nave e fazer amizade com alienígenas, enfim, sou uma pessoa estranha. Porém, hoje, senti uma euforia de alegria enorme quando sentei e pensei no meu futuro da maneira mais simples dentro da minha realidade. Agradeço todos os dias às oportunidades e pessoas maravilhosas que tive em minha vida e me ajudaram a construir esse caminho mais simples que eu planejei, porém muito confortável. E essa felicidade veio do fato de eu ter descartado alguns sonhos vindos das possibilidade dos “e ses…”, de ter me posicionado de maneira mais realista o possível, deixando sobrar, é claro, o correr atrás. Senti uma euforia, uma vontade de comemorar, pois, graças às oportunidades que tive, o caminho planejado pretende ser cheio de surpresas e aventuras. Seria bom que todas as pessoas vissem nossos próprios caminhos dessa forma. Mas algo nos contamina. Talvez sejam os julgamentos que fazem das pessoas e do modo de vida de cada um. Julgar é perder tempo para amar, para se surpreender, para se libertar e viver. Ainda que pudesse estar feliz, ainda sinto um vazio revoltante, uma revolta desarmada. Abandonei os “e ses…” pra seguir o caminho de si. Há uma alegre euforia libertadora, mas que não se arrisca, e, pode não mudar nada a sua volta ou, sem querer, pode sim. É, talvez, mesmo nos caminhos mais exatos, os “e ses…” continuem. Mas que não sejam justificativas para o que esta feito.