Filosofias Natalinas

Um pouco de energia quântica, lembrava de voce pelo toque do Universo.

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“Deus” ouvindo Rock’n Roll raiz

Nós não usamos as mesmas roupas
Elas são muito gloriosas para mim.
Afinal, somos diferentes.
E, distante de julgamentos,
Eu não pretendo ser como você.
É que eu só não consigo ser de uma outra maneira
Diferente do que sou agora.
Sem glórias imaginárias e etéreas – tão humanas!
Estou ouvindo Rock’n Roll ao seu lado,
Enquanto você ouve a minha raiz e se irrita.
Por quê? Não quero que goze do mesmo licor que eu bebo.
As facas estão à mesa.
Estoure a bolha!
E apenas deixe as crianças brincarem.

Diálogo de Chaim consigo

* O texto trata da construção de um personagem teatral, Chaim.
I
Até quando você vai conseguir dizer não,
E deixar transparecer essa máscara que não é você?
A quem você quer enganar?
Você só engana a você mesmo.
Até quando eu vou conseguir dizer não,
E deixar transparecer esse máscara que não sou eu?
A quem eu quero enganar?
Eu só engano a mim mesmo.
II
Eu não sei mais quem eu sou
Nem mesmo o que sou.
Qual o sentido da minha vida?
Que importância tenho nesse mundo?
Até quando você vai conseguir dizer não,
E deixar transparecer essa máscara que não é você?
Não basta ser só você
O mundo não vai te enxergar assim.
Cortaram a minha garganta e me deixaram no escuro
Ao som das batidas do meu coração que sangrara até congelar
E agora é uma pedra, branca, com esperança de ainda assim se salvar.
A fé é a única coisa que me resta,
Mas que também não pode me ajudar.
Estou condenado a viver este inferno!
Como eu me coloquei aqui?
III
O amor esquecera quem eu sou.
Como flashes de memória
 Vejo as faces de meus amores distantes e eternos
Que na lembrança os atém
Esquecidos, porém.
Não posso ter tudo,
Somente o nada
Ou o pouco daquilo que nunca terei.
Eu nunca sei.
E por isso, por mais ninguém esperei.
IV
Perguntas se me arrependo do que que fiz
E eu direi que sim.
Viver a solidão é viver o maior dos infernos.
E o que eu fiz pra mudar a minha vida?
Direi: nada.
Maldita lição sobre esperança
Que se perdeu em uma fábula
E perdeu todo o encantamento.
Até quando eu vou conseguir dizer não,
E deixar transparecer esse máscara que não sou eu?
A quem eu quero enganar?
Eu só engano a mim mesmo.

Caminhos – os nossos

Tem um ponto em que você percebe
Que você só consegue trilhar um caminho
Quando você cai  de fato na estrada.
As vezes somos muito mais reativos do que proativos
E nem nos damos conta disso,
Pois é fácil se perder quando não sabe por onde andar.

Poderia ser uma tarde como qualquer outra.
Mas alguns sinais me levavam até você – e não era só isso.
Naquela tarde nós estávamos flutuando
E as coisas caindo como chuva ao nosso redor – em câmera lenta.
Estávamos juntos e apenas isso bastava.
No fundo uma batida de ritmo lento e bonito
Mas que a cada sorriso a fazia acelerar.
E prendemos nossas almas no tempo,
Num caminho virtual pelo qual se pode voltar com segurança.
Controlamos o nosso tempo enquanto que ele seja finito.

Que bonito caminho te encontraras!
Por quanto, um dia, ele esta feliz pelo simples viver.
O coração se faz feliz por quanto podemos correr.

Lançamento de Antologia Literária

Hoje às 19 horas na Casa da Cultura, “Luiz Antônio Martinez Corrêa” em Araraquara – SP acontecerá o lançamento de uma Antologia Literária dos Escritores de Araraquara.
Não sou nativo de Araraquara, mas sou Araraquarense de coração, então, você poderá encontrar alguns textos meus nessa Antologia. Participem! 😀